THOR: RAGNAROK

Após os sucessos de "Thor" (2011) e "Thor: o mundo sombrio" (2013), que juntos arrecadaram mais de 1.1 bilhão de dólares, os personagens do Universo Marvel estão de volta para defender o reino de Odin de seus inimigos. Dirigido por Taika Waititi, "Thor:Ragnarok" é o terceiro filme da franquia. Com roteiro de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher L. Yost, o longa é uma surpreendente aventura sobre o destino de Asgard e a profecia do Ragnarok, que na mitologia nórdica significa o final dos tempos. Com o peso da maldição sobre o Reino de Asgard e seu povo, caberá ao filho de Odin tentar impedir que ela se cumpra.


Quando Thor (Chris Hemsworth) é feito prisioneiro por Surtur (Clancy Brown), o demônio gigante de fogo, ele toma ciência da maldição de Ragnarok. Ao recuperar seu martelo, o Rei do Trovão consegue voltar para Asgard e se depara com uma nova realidade: O rei Odin (Anthony Hopkins) foi destronado por Loki (Tom Hiddleston). Thor desmascara o irmão e o obriga a encontrar seu pai, que revela a existência de Hela (Cate Blanchett), a primogênita, deusa da morte.  


Primeira vilã do universo Marvel, Hela foi renegada pelo pai que a expulsou de Asgard, depois das batalhas sangrentas pela liderança dos nove reinos. Apesar de ser uma criatura sinistra, com grande poder, a primogênita de Odin reivindica o trono a qualquer custo. No primeiro embate com os irmãos, ela destrói o martelo de Thor e os envia a um planeta distante, Sakaar, governado pelo Grande Mestre (Jeff Goldblum). Lá, Thor é feito prisioneiro e terá que lutar como gladiador até a morte.


Preso num reino distante, e sem seus poderes, Thor precisa encontrar uma maneira de impedir a destruição de Asgard e o domínio de Hela. Para isso contará com a ajuda de seus amigos, Hulk/Bruce Banner, da relutante Valquíria (Tessa Thompson) e do suspeito Loki, que conseguirá se posicionar como um importante aliado na reconquista de Asgard.
O longa de Taika Waititi revela um pouco mais da psicologia dos personagens: mostra um Thor mais consciente das artimanhas de Loki, que apesar das diferenças com o irmão, o ajuda a retomar o trono usurpado por Hela; Loki, por outro lado, revela seu lado divertido, como um rei feliz no início do filme, mas que irá atuar de acordo com as conveniências, apesar de suas aspirações ao trono; temos ainda Skurge (Karl Urban) como um jogador que vive um dilema moral em relação ao medo que tem de Hela e sua lealdade ao povo; o guardião Heimdall (Idris Elba), líder da resistência em território Asgardiano e fiel a Odin; e o professor e cientista Bruce Banner, que após dois anos vivendo em Sakaar como Hulk, começa a duvidar de si mesmo, acreditando não ter mais chances de retomar sua vida na Terra.
Em Ragnarok, o destaque é o elenco feminino. O trabalho de Cate Blanchett como Hela é maravilhoso. A atriz constrói uma personagem adorável, ainda que seja uma vilã. Ela é má e ao mesmo tempo divertida, mostrando toda sua insegurança diante do trono. Tudo o que a primogênita de Odin deseja é o reconhecimento dos argadianos e sua submissão. Temos também a personagem de Tessa Thompson, que rouba a cena como a catadora 142. Na verdade, uma ex-valquíria de Asgard, que trafica lutadores para a Arena de Sakaar. Ela encontra na bebida um bálsamo para tentar esquecer o passado de batalhas. A atração entre ela e Thor será evidente, já que ambos são guerreiros, e ela enfrentará novamente a filha de Odin. 
Apesar da profecia ser sinônimo de destruição e morte, "Thor: Ragnarok" é um dos filmes mais leves e divertidos da franquia. Com muita comicidade, incluindo a sequência com a participação do Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch), o longa sabe dosar drama e humor, com muitas cenas de ação e verdadeiros videoclipes, numa espécie de ópera rock do espaço cósmico. 
"Thor:Ragnarok" tem produção de Kevin Feige, Louis D'Esposito, Victoria Alonso, Brad Winderbaum, Thomas M. Hamer e Stan Lee. 

Elisabete Estumano Freire

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